Estudante é atropelada em frente à escola após perder direito ao transporte escolar e deputado encaminha ofício ao prefeito de Ribeirão Pires

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Deputado estadual Luiz Claudio Marcolino encaminhou ofício ao prefeito Guto Volpi, de Ribeirão Pires, para que ele tome as providências necessárias para que os estudantes do município, que perderam o direito ao transporte escolar, voltem a contar com esse serviço público que garante a segurança no caminho à escola e na volta para casa.

O documento foi enviado no dia 13 de março. Desde o início do mês o deputado Marcolino vem mostrando sua indignação com o fato e tomado as providências necessárias para que o prefeito revogue os efeitos do decreto que fez com que parte das crianças e dos adolescentes da cidade perdessem o direito ao transporte escolar em Ribeirão Pires. Os mais afetados residem nas periferias e não contam com vias com infraestrutura que garanta segurança no trajeto.

No dia 11 de março, o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino denunciou, novamente, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o problema causado aos estudantes e suas famílias, porque uma adolescente de 13 anos foi atropelada em frente à escola Sebastião Vayego de Carvalho, na segunda-feira (10/03) ao ir buscar a irmã mais nova na unidade escolar. As duas perderam o direito de usar o ônibus escolar. Elas fazem parte do grupo de 98 alunos afetados pela decisão do prefeito.

A estudante estava de bicicleta quando houve o choque com um veículo, por volta das 18h20. Ela bateu a cabeça no para-brisa do carro, foi socorrida e já está em casa. Chegou a quebrar alguns dentes e uma dentista da cidade se voluntariou a fazer o tratamento da adolescente. Segundo o deputado, essa era uma tragédia anunciada, porque não há segurança no caminho para a escola e nem no trecho de volta para a casa.

Caminhos perigosos

Os estudantes que perderam o direito a usar o ônibus escolar neste ano, caminham por ruas esburacadas trechos com mato alto, vias com valas nas laterais, sem calçadas, passam e atravessam a rodovia Índio Tibiriçá – sem faixa de pedestre e sem acostamento – para chegarem à escola.

A medida causou revolta nas mães e nos pais dos estudantes. Ela foi determinada pelo prefeito por meio do decreto 7.527/2024, publicado em 22 de janeiro de 2025, faltando apenas 10 dias para o início das aulas. O decreto determina que crianças maiores de 11 anos que residem até 2 km da escola não têm direito a usar o ônibus.

Os estudantes passam por vias sem asfalto, sem calçadas, com valetas e com mato alto. As aulas terminam às 18h e muitos trechos não tem iluminação para os alunos e as alunas voltarem para casa com segurança. (atualizada em 14/03/2025)

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