Escrito por: Rafael Silva – CUT São Paulo
Imagem: Reprodução

A CUT, sindicatos, movimentos populares e entidades que integram a Campanha Fora Bolsonaro estarão novamente nas ruas contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). O novo ato será no sábado, 9 de abril, em diversas cidades pelo Brasil, e tem como mote “Bolsonaro Nunca Mais”. 

Em São Paulo, a manifestação está prevista para ocorrer na Praça da República, no centro, com concentração a partir das 14h.

As manifestações retomam às ruas em meio aos novos aumentos dos combustíveis e do gás de cozinha, das contas de luz, supermercado e aluguel. Nesta semana, foi autorizado pelo presidente o aumento de 11% em mais de 13 mil tipos de medicamentos, impactando na saúde da população.

O governo também tem protagonizado muitos casos de corrupção. O mais recente envolve o Ministério da Educação, no qual o então ministro Milton Ribeiro foi pego em gravações dizendo repassar verbas da pasta para municípios indicados por dois pastores a pedido de Bolsonaro. Diante do escândalo, Ribeiro teve de ser exonerado.

A gestão Bolsonaro também é a responsável pelo aumento da fome no país, tendo em torno de 20 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, ao passo que não existe nenhuma proposta de geração de emprego e proteção aos mais pobres.

Serviço
Ato Bolsonaro Nunca Mais – SP
9 de abril | 2022
A partir das 14h
Praça da República, no centro

Texto e imagem: CUT-São Paulo

O bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo, será o primeiro a receber a edição 2022 do projeto #CUTNosBairros, ação itinerante que irá circular pelo Estado levando atividades culturais, shows e serviços para os trabalhadores e suas famílias.

O evento, além de gratuito, é pensado para os públicos que moram longe dos grandes centros urbanos e que possuem poucas opções de lazer aos finais de semana. Além disso, a atividade é mais uma das formas de dialogar com a população sobre direitos e cidadania, pois a CUT está em luta a todo o momento.

E para abrir o projeto em São Mateus, que conta com o apoio do Cosmo Futebol Clube do Jardim Colonial, haverá muita música com os cantores Almirzinho Serra, Taty Nascimento, Pagode do Madureira, Grupo 100 Censura e o rapper Bizika Preto B. As crianças também terão muitas atividades, com brinquedos e pinturas para o rosto, rodas de capoeira e muito mais. É neste domingo, 27 de março, a partir das 13h, na Rua Luiz Rossetti, 479.

Nos próximos meses, outros bairros da capital paulista, cidades da Região Metropolitana e do interior também irão receber uma edição local do #CUTNosBairros. Fiquem ligados em nossas redes sociais para saber a agenda completa.

Marque na agenda, convide os amigos e as amigas, traga a sua família!

#CUTNosBairros – São Mateus
27 | março | 2022 – Domingo
A partir das 13h
Local: Rua Luiz Rossetti, 479

Com informação Érica Aragão (CUT Brasil) e Vanessa Ramos (CUT-SP)

Imagem: CUT Brasil

Pensar o presente e o futuro, renovar as estratégias de luta da classe trabalhadora e reconstruir o Brasil. Foi com esse plano de ação, que no domingo (24), foi encerrada a 16ª Plenária Nacional da CUT – Organização e Unidade para Lutar, convocando as(os) mais de 950 delegadas(os) sindicais para o 14º Congresso Nacional da entidade, que acontecerá em outubro de 2023.

Em quatro dias de debates virtuais, delegadas(os), juntamente com observadores e convidadas(os), construíram coletivamente o futuro da CUT e da organização das(os) trabalhadoras(es). 

“As relações de trabalho já vinham em franca mudança com o avanço da tecnologia, mas a pandemia acelerou o processo. Repensar as ações de luta da CUT e dos sindicatos é fundamental, principalmente em um momento de tantos ataques à classe trabalhadora”, afirma o vice-presidente da CUT/São Paulo, Luiz Claudio Marcolino.

Marcolino ressalta que a Central Única dos Trabalhadores sempre estará vigilante na defesa dos direitos. “Não haverá descanso enquanto as(os) trabalhadoras(es) estiverem em perigo. Uma classe trabalhadora fortalecida reflete positivamente em toda sociedade”, completa.

Como foi o encerramento

O início do debate foi com homenagem ao educador Paulo Freire, que completaria 100 anos em 2021. Um vídeo com sua história foi apresentado com destaque para o verbo ‘esperançar’ e uma frase popular do patrono da educação – “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”.

Revoltas Negras, Exclusão racista, Racismo Recreativo e Necropolítica foram os temas de quatro vídeos curtos para  lembrar das questões centrais que fazem perdurar o longo processo de desigualdade entre brancos e negros e que resultam no genocídio de pessoas negras, no encarceramento em massa, na pobreza e na violência contra as mulheres negras.

Uma carta assinada por cinco confederações de trabalhadores dos serviços públicos, chamada de “Aliança das Três Esferas”, também foi lida durante o evento. No documento os trabalhadores afirmam: “somente juntos vamos derrotar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, da reforma da Administrativa do governo Bolsonaro”, que prevê o fim do serviço e dos servidores públicos.

Ex-presidente Lula

A abertura da 16ª edição da Plenária da CUT Brasil, realizada no dia 20, contou com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ambiente virtual devido à pandemia do coronavírus.

Durante a sua participação, Lula enfatizou a revolução digital que vem ocorrendo em todo mundo e no Brasil está atrasada. “Essa indústria dos aplicativos está consumindo a energia da nossa juventude, oferecendo emprego [aos jovens] como se fossem micro ou médio empreendedores quando, na verdade, são pessoas que estão enfrentando um serviço que deveria ter Previdência social, segurança e direitos mínimos”.

Ao se referir às transformações no mundo do trabalho, Lula destacou que a nova classe trabalhadora está perto de uma relação de escravização. Além disso, reforçou que é o movimento sindical quem deve dar resposta ao conjunto de mudanças no país no pós-pandemia, especialmente depois dos desdobramentos do golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016, acrescido das políticas promovidas por Michel Temer (MDB-SP) e Bolsonaro recentemente.