Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

Neste fim de ano, os trabalhadores se uniram e participaram da campanha Bancário Solidário. Somente este mês, foram mais de 3.463 cestas básicas doadas, que farão um Natal melhor para famílias em situação de vulnerabilidade social. Além disso, foram arrecadados, por meio das caixas de coletas em locais de trabalho, 2.673 quilos de alimentos.

A entrega das cestas básicas é feita para a população carente, na base do Sindicato. A campanha Bancário Solidário foi criada em março de 2020 e pode ser acessada pela página https://materiais.spbancarios.com.br/bancario-solidario para a doação de cestas básicas por meio de compra virtual. A empresa fornecedora entrega diretamente na Quadra dos Bancários – Rua Tabatinguera, 192, Sé , SP – CEP 01020-000 (evitando assim o deslocamento para entrega presencial). E o Sindicato auxilia na entrega para as famílias.

Além disso, a quadra dos Bancários, em São Paulo, palco de lutas históricas da categoria bancária e de grandes eventos, virou mais um símbolo contra a fome para as pessoas em situação de rua e também aquelas que foram afetadas pela crise do coronavírus. Desde o dia 10 de agosto de 2020, por meio de uma parceria entre o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região com o Bancário Solidário e o Rede Rua, está sendo utilizada para a produção de refeições e distribuição, diariamente, de cerca de mil marmitas e sopas arrecadadas a partir de doações de empresas, entidades e pessoas físicas.

Bebedouro – O Sindicato também instalou um bebedouro com água e sabão para uso livre, na parte externa da quadra, próxima a Praça da Sé, em São Paulo, para estimular a higienização pessoal e fornecer água potável a quem precisar. O Padre Júlio Lancellotti participou da inauguração.

Por Rede Brasil Atual
Imagem: Marcolino com Cidálio Vieira, coordenador do CineB, em 12 de outubro, celebrando o Dia das Crianças, na Zona Sul de São Paulo

Com responsabilidade e respeitando os protocolos de combate à covid-19, o CineB Solar está voltando a promover o cinema brasileiro de qualidade. Na quinta-feira (11), às 18h, o projeto mantido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo vai exibir Marighella. O aclamado filme do diretor Wagner Moura será apresentado aos moradores da Ocupação Carolina Maria de Jesus, no bairro Iguatemi, zona leste da cidade de São Paulo. O evento é uma parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Moura, que também é ator e produtor cultural, participará da exibição, assim como o pastor e ator Henrique Vieira. Com eles estarão o ex-deputado Luiz Claudio Marcolino (PT), idealizador do projeto CineB Solar e vice-presidente da CUT estadual, e o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos.

Marighella marca a estreia de Wagner Moura na direção cinematográfica. O filme, baseado no livro Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães, acompanha a história do escritor e político Carlos Marighella, um dos principais personagens da história política brasileira, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), movimento de resistência contra a ditadura civil-militar.

O cantor e ator Seu Jorge representa o personagem principal. O elenco conta ainda com Adriana Esteves, Bruno Gagliasso, Ana Paula Bouzas, Herson Capri, Humberto Carrão e Luiz Carlos Vasconcelos. Maria Marighella, neta do guerrilheiro, aparece durante o longa como sua avó, Elza.

A ocupação

A Ocupação Carolina Maria de Jesus nasceu em maio, em terreno ocupado por 600 famílias. Atualmente, mais de 2 mil núcleos familiares resistem no local, na luta por moradia digna. O nome da ocupação é uma homenagem à escritora mineira autora do livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada (1960).

O coordenador do CineB Solar, Cidálio Vieira, lembra da parceria com o movimento. “Nestes 15 anos de projeto já exibimos vários filmes com o MTST. Inclusive fazendo a pré-estreia de Bacurau, que foi um sucesso. Que agora se repete com Marighella.”

O projeto

O CineB é um circuito itinerante de cinema realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e pela Brazucah Produções. Criado em 2007, já atingiu um público superior a 60 mil espectadores em cerca de 480 sessões gratuitas realizadas em comunidades e universidades de São Paulo.

A iniciativa busca democratizar o acesso do público e divulgar os filmes produzidos no Brasil. Já foram exibidos nas telas do CineB mais de 116 longas metragens e 73 curtas metragens, além da realização de pré-estreias exclusivas.

Protocolos de segurança

Após uma pausa de 18 meses devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, o projeto CineB Solar retomou gradualmente suas projeções presenciais e coletivas. A primeira ocorreu em 12 de outubro, celebrando o Dia das Crianças. Foi no campo de futebol do Jardim Icaraí, zona sul de São Paulo, com uma seleção de obras infanto-juvenis.

A equipe do CineB Solar informa que as sessões, durante esta retomada, seguem protocolos de segurança, como obrigatoriedade de utilização de máscara, distanciamento entre os assentos e álcool 70% para higienização das mãos. Toda a equipe de produção tem imunização completa e será testada para covid-19 antes das exibições.

Nesta terça-feira (9), às 18h, o vice-presidente da CUT-SP Luiz Claudio Marcolino é um dos convidado do programa Se é Público, É para Todos, realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, para debater o relatório final da CPI da Pandemia, a sanha privatista e os ataques aos direitos dos trabalhadores. Participam também do debate o Senador Humberto Costa (PT), e os dirigentes da entidade sindical Dionísio Reis e Antonio Netto.

O programa

Com estreia no dia 14 de setembro deste ano, o programa Se é Público, É para Todos nasceu com o objetivo de debater temas que envolvam os trabalhadores e discutir os permanentes ataques às empresas públicas, que ocorrem de forma sistemática desde 2016 e que foram agravados durante o governo Bolsonaro com a privatização dos Correios, Eletrobrás, BR Distribuidora e Liquigás, bem como a venda de parte dos bancos públicos: Caixa, Banco do Brasil, BNB, Basa.

A live de hoje tem transmissão nos canais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região no Youtube e com retransmissão também pelo Facebook e pelo Youtube da TVT.

Texto e imagem: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

“São alunos, crianças, e toda uma comunidade prejudicados justo no momento de retorno ao ambiente escolar, por conta da omissão e total falta de planejamento do poder público municipal” (Luiz Claudio Marcolino)

O CEU Formosa, centro educacional unificado instalado na zona leste de São Paulo, está fechado desde o início da pandemia. Entretanto, quando anunciado o retorno para as aulas presenciais, em fevereiro deste ano, foi comunicado que a unidade permaneceria fechada devido a um problema na caixa d’água, já existente antes da pandemia, que exige uma obra de grandes proporções.

Com isso, 1.400 alunos atendidos na unidade seguem em atendimento remoto e podem ser transferidos para unidades educacionais mais distantes de suas casas, além de diversas atividades de integração da comunidade estarem interrompidas.

“Pretendem transferir as crianças para unidades nas quais elas teriam de cruzar avenidas para chegar. Como pretendem manter um distanciamento se vão colocar os alunos em unidades que já possuem uma demanda própria para atender?”, questiona a presidenta da Associação de Moradores da Vila Rica, Bia Moreno.

“Nossa indignação é que este problema se arrasta desde 2020. Estamos há quase dois anos em pandemia, com o CEU vazio, e não fizeram a reforma. Além das crianças prejudicadas, o CEU possui um trabalho de cultura, esporte e lazer para a comunidade. Temos também um grupo grande de idosos que frequentam o local para atividades físicas. As pessoas estão sentindo muita falta”, acrescenta.

Diante desta situação, de descaso com a população da região, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região se une à Associação dos Moradores da Vila Rica para cobrar da Prefeitura de São Paulo a reabertura do CEU Emei Vila Formosa.

“O Sindicato, enquanto entidade cidadã, não poderia deixar de apoiar a luta pela reabertura do CEU Formosa. É um total descaso que, após tanto tempo de pandemia, com a unidade fechada, não tenham realizado a reforma necessária. São alunos, crianças, e toda uma comunidade prejudicados justo no momento de retorno ao ambiente escolar, por conta da omissão e total falta de planejamento do poder público municipal”, enfatiza o dirigente, ex-presidente do Sindicato e atual vice-presidente da CUT-SP, Luiz Cláudio Marcolino.

“Estaremos juntos com a Associação dos Moradores da Vila Rica nos protestos, audiências públicas e demais atividades para cobrar a reabertura do CEU Formosa”, conclui o dirigente e coordenador da Regional Leste do Sindicato, Márcio Vieira.

Prefeitura
Em resposta aos questionamentos da reportagem sobre a situação do CEU Formosa, a Secretaria Municipal de Educação, por meio da sua assessoria de imprensa, esclareceu em nota que “as unidades do CEU Formosa contam com um processo de licitação para reparo da rede hidráulica aberto, publicado no Diário Oficial em 10 de setembro”, acrescentando ainda que os estudantes permanecerão em atendimento remoto até que a situação seja normalizada.

Porém, não esclareceu por qual razão a reforma não foi realizada no período em que o CEU Formosa esteve fechado por conta da pandemia e nem mesmo informou o prazo para a sua reabertura.