1º de Maio e o Fora Bolsonaro

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No próximo domingo, trabalhadores e trabalhadoras de todas as categorias, representados por diversas centrais sindicais, marcarão o Dia do Trabalhador com um ato que é um grito de esperança, de renovação de forças e de defesa de direitos.

Desde o início do governo de Jair Bolsonaro, e já quando nos meses que antecederam o golpe contra a presidenta Dilma Roussef, os trabalhadores brasileiros têm sofrido com uma sequência de ataques diretos e indiretos contra os seus direitos. No Estado de São Paulo os rumos não são diferentes. Ambos dos governos, federal e estadual, omitiram-se perante a necessidade de desenvolver políticas públicas que fomentassem geração empregos qualificados, com salários dignos.

A omissão também está na falta de políticas que favoreçam a tecnologia e a inovação junto às empresas de todos os portes, colando São Paulo e o país numa posição de desvantagens perante dos concorrentes internacionais. Temos sido constrangidos, enquanto povo brasileiro, perante os demais países do mundo. Somos mal representados perante a economia mundial estamos perdendo, ladeira abaixo, posições perante a economia mundial.

Da Reforma da Previdência, resultado de uma pressão de setores interessados em cooptar e privatizar os fundos da previdência social e desestabilizar uma das bases da seguridade social, aos dias de hoje, as ameaças não cessam, afetando trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada.

Os números do desemprego e da inflação, combinados, formam um cenário contra o qual temos que nos posicionar. A política econômica do governo, capitaneada por Paulo Guedes, precisa ser interrompida a fim de que possamos resgatar a dignidade da vida do povo brasileiro. Sabemos quais são seus compromissos com os grupos que sustentam seu governo, e estes compromissos não são com a classe trabalhadora.

É fundamental que estejam vivas as memórias de um país que, com o modo petista de governar, chegou ao pleno emprego e estimulou um ciclo virtuoso da economia, com o desenvolvimento de cidades, estados e municípios através da distribuição de renda mais justa.

Este Primeiro de Maio tem um significado importante para todos nós que estamos nas ruas, nas lutas, atuando nos movimentos sociais, buscando ajudar as pessoas que, não bastassem todas as políticas que afetaram poder aquisitivo dos salários, ainda tiveram que enfrentar as dificuldades causadas pela desastrosa gestão do governo federal frente a pandemia.

Nosso grito de Primeiro de Maio é justamente para unir nossas forças, somar nossos objetivos e garantir a consolidação do projeto que vai devolver ao país e ao Estado de São Paulo não somente a esperança, mas a autoestima e, principalmente, planos de governos capazes de reverter o descrédito ao qual estamos submetidos em nível mundial.

Luiz Claudio Marcolino, economista, é vice-presidente da CUT/SP