Em defesa do Piso Nacional da Educação e direitos dos servidores do estado de SP

São Paulo, o ato, iniciado na Avenida Paulista, teve como foco principal o projeto de lei, em andamento na Assembleia Legislativa paulista, que prevê nova carreira do funcionalismo. Defesa dos serviços, dos servidores públicos, aposentados e pensionistas também foram pauta.
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Imagem: Alexandre Linares

A última quarta-feira (16), foi realizado em todo o Brasil o Dia Nacional de Mobilização da Educação. Em São Paulo, o ato, iniciado na Avenida Paulista, teve como foco principal o projeto de lei, em andamento na Assembleia Legislativa paulista, que prevê nova carreira do funcionalismo. Defesa dos serviços, dos servidores públicos, aposentados e pensionistas também foram pauta.

Quase um mês após anunciar a medida, João Doria enviou à Alesp o projeto que propõe o reajuste de 20% para servidores estaduais da saúde e da segurança e de 10% para funcionários públicos em geral.

Além desse, o governador encaminhou outros dois projetos de lei à assembleia: o plano de modernização de carreira dos professores, com reajustes de até 73% para docentes da rede estadual, e o que prevê o aumento de 10,3% do salário mínimo estadual. A votação dos projetos devem se iniciar na próxima semana.

“Em diversas regiões dos Estados, os projetos de lei apresentados pelos governadores nas assembleias legislativas vem com o papel de destruir os planos de carreira. Aqui no Estado de São Paulo, Doria, além de criar uma diferenciação entre os servidores públicos da Educação, Saúde, da Segurança Pública em relação aos salários, ele destrói o plano de carreira desses trabalhadores”, explica Luiz Claudio Marcolino, vice-presidente da CUT-SP, em sua Coluna São Paulo em Foco, na Rádio Brasil Atual.

Doria esconde a verdade com esses projetos. Os servidores do Instituto de Terras (Itesp), por exemplo, estão há quase 10 anos sem reajuste de vencimentos. Então, mesmo para as poucas categorias que tiveram reajuste em 2020, o índice de 20% mal repõe e inflação do período. Grande parte dos servidores estaduais estão há muito mais tempo com seus salários corroídos, devido ao confisco da previdência para os servidores da ativa e para os aposentados e pensionistas, e ainda, o aumento da contribuição para o Iamspe.

A única categoria poupada na Reforma da Previdência e na Reforma Admirativa foi a da Polícia Militar, pois Doria tem o interesse de atrair esses profissionais, em sua maioria, faixa de eleitores de Bolsonaro, politicamente.

Outro problema no discurso do governador (pq é apenas discurso) é o aumento dos profissionais da Educação. É uma arapuca! Os profissionais que aderirem a esse subsidio de um pouco mais de 73% (pois é facultativo), vão perder muitos direitos. Essa proposta exclui aposentados e não considera experiência e tempo de serviço como fatores para a evolução salarial.

Marcolino também conta sobre a paralisação, na cidade de Presidente Prudente, a qual acompanhou de perto as reivindicações dos profissionais do magistério.

Confira como foi a Coluna São Paulo em Foco!

A Coluna São Paulo em Foco, com comentários de Marcolino, é sempre às quartas-feiras, a partir das 17h30, na Rádio Brasil Atual 98,9FM – https://www.redebrasilatual.com.br/radio/

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