Audiência fortalece defesa do cinema independente com a presença de piracicabanos

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Promovida pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT), a audiência pública que resultou na formação de um grupo de trabalho e deu encaminhamentos à execução de ações para fortalecer o cinema paulista independente na tarde desta segunda-feira (26), na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), reuniu cineastas, produtores, diretores, vereadores e estudantes piracicabanos de cinema para discutir o Projeto de Lei nº 573/2023 – chamado de Cota de Tela Paulista, que institui a obrigatoriedade das salas de cinema reservarem 10% do espaço de exibição que já destinam para o cinema nacional para que essas obras de produções independentes possam ser apresentadas ao público em geral.

Para o deputado, essa proposta, construída inicialmente a “quatro mãos”, com apoio do Mandato Coletivo A Cidade é Sua, Icine, Cena 14, Brazucah Produções e outras instituições que reúnem cineastas no interior e na Capital, há uma dificuldade para os profissionais independentes concorrerem com grandes produções nacionais e principalmente as internacionais que recebem os maiores investimentos e têm prioridade de exibição.

Pela importância desse projeto de lei também falaram a vereadora Silvia Morales e o co-vereador Jhoão Scarpa, do Mandato Coletivo A Cidade é Sua, de Piracicaba, a diretora da Rede Cena 14, Bruna Epiphanio, o diretor do Icine – Fórum de Cinema do Interior Paulista, Diego Costa e o diretor estadual da Associação Paulista de Cineastas, Rafael Terlins.

De acordo com Bruna Epiphanio, produzir filmes fora do eixo Rio-São Paulo nunca foi fácil, mas os cineastas sempre encontraram meios e resistiram. “Hoje temos um dia para provocar a imaginação e inverter pensamentos. É uma oportunidade de discutir possibilidades reais de mudanças de mais um de muitos sistemas consolidados, engessados e excludentes. É dia para o reconhecimento da identidade local e regional nas telas de cinema e fortalecer essa economia, pois filmes são feitos para serem vistos”, afirmou.

PRÓXIMAS ETAPAS
Os encaminhamentos feitos pelo deputado Luiz Claudio Marcolino, a partir das contribuições da audiência, que teve ainda a participação do ator e diretor Vicentini Gomez, do cineasta de Piracicaba Deivid Evaristo, o cineasta e pesquisador do Grande ABC, Diaulas Ullysses e Bruno Lottelli do Icine, representando a cidade de Sorocaba, resultaram na formação de um grupo de trabalho para aprimorar o texto do projeto de lei, inclusive incluir a exibição de curtas metragens na proposta. “É o começo do processo de discussão, como sociedade, de um novo cinema”, afirmou Lottelli.

O deputado Marcolino ressaltou ainda a importância dos cineastas e artistas se mobilizarem e participarem das audiências públicas do orçamento estadual que serão realizadas em 26 cidades para reivindicar investimentos em cultura.

O parlamentar vai dialogar com a presidência da Alesp para que a Casa promova a Semana do Cinema Brasileiro Independente. “Podemos promover uma semana dedicada ao cinema brasileiro na Assembleia Legislativa de São Paulo, com exibições de filmes em algum dos plenários e, neste ano, comemorar os 125 anos do cinema brasileiro, que foi comemorado no dia 19 de junho”, comentou o deputado.

Para Marcolino é fundamental ainda que esse projeto e os participantes avaliem as isenções fiscais das empresas para que tenha início a discussão para o aprimoramento dessas legislações existentes e criar novas legislações, definir critérios que promovam o setor do cinema independente de São Paulo a partir do incentivo fiscal. “A ideia é que essa ferramenta de financiamento da cultura tenha uma parte dedicada a produções audiovisuais independentes”, afirmou.

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