Trabalhadores de diversas categorias participaram de audiência pública promovida pelo deputado estadual Marcolino com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho

Os sindicalistas e representantes da sociedade civil e movimentos sociais que participaram da audiência pública “6×1 Não: uma nova jornada pela vida e trabalho” promovida pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino com presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na segunda-feira (30/03), na Assembleia Legislativa,  definiram o fim da escala 6×1 como uma pauta prioritária para a classe trabalhadora. Um documento com apelo para que seja votada a PEC 8/2025 será encaminhado ao Congresso Nacional.  

Representantes de diversas categorias lotaram o auditório Franco Montoro e ressaltaram a necessidade de avançar nessa mudança da jornada e da escala que vai garantir dignidade, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saúde física e mental e a geração de mais empregos.

O deputado Marcolino destacou que o atual modelo de escala 6×1 é “desumano” e incompatível com a qualidade de vida dos trabalhadores. Ele defendeu a redução da jornada como medida de justiça social e de geração de empregos. “Esse debate precisa avançar no Congresso Nacional e todas as considerações apresentadas na audiência serão colocadas em um documento que será encaminhado aos deputados federais e aos senadores. A redução da jornada deve ganhar força e essa luta é da classe trabalhadora”, afirmou.

O ministro ponderou que a transição exige diálogo com o setor produtivo, mas afirmou que é possível avançar na construção de um novo modelo que concilie desenvolvimento econômico com melhores condições de trabalho. “Diversos países ou empresas em diferentes locais do mundo que adotaram a redução da jornada tiveram ganho em produtividade e crescimento econômico”, disse.

Esses exemplos apresentados pelo ministro demonstram que essa redução é necessária e viável. “A proposta do Governo Federal é a redução da jornada para 40 horas semanais com escala 5×2 e sem redução de salário”, explicou Marinho.

A questão da saúde do trabalhador também foi amplamente debatida pelos sindicalistas e público em geral em uma escala desgastante, principalmente para as mulheres que unem o trabalho doméstico e cuidado com os filhos, a família no dia a dia.

Entre as lideranças sindicais presentes estavam o presidente da Central Única dos trabalhadores (CUT-SP), Raimundo Suzart, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges Júnior, a secretária-geral da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec-SP), Ana Lúcia Ramos.

Também integraram a mesa diretora da audiência o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), Marco Aurélio Oliveira, a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes e Bares (Fetrhotel), Elisabete dos Santos Cordeiro, o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes e Bares (Fetrhotel), o presidente do Sindicato dos Promotores, Repositores e Demonstradores de Merchandising do estado de São Paulo (Sindpromark).

Participaram das discussões e contribuíram para o debate o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, Amaro Pereira, o diretor-financeiro da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB SP/MS), José Antonio Fernandes Paiva, o presidente do Sindicato dos Bancários de Barretos, Marcelo Martins, o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, José Eduardo.

Prestigiaram o evento o vereador de São Caetano do Sul, Pio Mello, a secretária de Administração e Finanças do Sindicato dos Trabalhadores Públicos na Saúde de São Paulo (Sindsaúde-SP), Regina Bueno, o presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco, Edson Bertoldo, o secretário de comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira, Edson Fedelino, coordenador da regional CUT Ribeirão preto e dirigente do Sindsaúde-SP, Adriana Magalhães, conselheira de Políticas para Mulheres do Município de São Paulo, o presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos, Wanderley Ramazzini, entre outros.