Fim da escala 6×1 foi conquistada com mobilização dos trabalhadores nas ruas, nas redes sociais e com luta política
A mobilização da classe trabalhadora nas ruas e a luta política em todo o país garantiram a aprovação da redução da jornada de trabalho e da escala 5×2, no Senado Federal, por 75 votos favoráveis e um contrário, na noite de quarta-feira (14/10). O deputado estadual Marcolino ressaltou essa vitória no uso da tribuna na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nesta quinta-feira (15/10).
Para o deputado, a mudança representa a possibilidade de recuperar um dia de descanso por semana, sendo obrigatória a folga em dois dias e de preferência, consecutivos. “Com isso, o convívio familiar dos trabalhadores e das trabalhadoras vai ampliar e eles terão mais tempo para estudar, ter mais momentos de lazer, cultura. Outro benefício é a redução dos deslocamentos semanais, o que contribui com a mobilidade e fortalece a proposta de implementação da Tarifa Zero no estado”, afirmou Marcolino.

O deputado explicou que a nova jornada será implantada de forma gradual, com uma transição que começa após 60 dias da promulgação da lei que reduz a jornada para 42 horas e em 14 meses, para 40 horas. Os cinco dias de trabalho com dois de descanso já começam em 60 dias da data que a lei entrar em vigor.
Marcolino apoia essa luta que é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora e mesmo categorias que já contam com a escala 5×2, têm agora o seu direito garantido por lei, não correm mais o risco, por decisão patronal, de ter esse direito afetado para que voltassem a trabalhar 6×1, como é o caso dos bancários.

Na Alesp, o deputado realizou audiência pública ao lado do ministro do Trabalho Luiz Marinho e de sindicalistas, como a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, do presidente do SindSaúde-SP, Gervásio Foganholi, do presidente do Sintratel, Marco Aurélio Oliveira, e do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, Amaro Pereira.
A audiência aconteceu em junho de 2026 para que as categorias pudessem apresentar os motivos pelos quais eram a favor do fim da escala 6×1 e o ministro destacou a importância dessa mudança para a saúde do trabalhador e os avanços da escala 5×2 para o desenvolvimento do país.
Além disso, o deputado Marcolino esteve em diversas manifestações populares pelo fim da escala 6×1 realizadas em São Paulo. “O trabalho deve garantir dignidade, saúde e qualidade de vida, e não consumir todo o tempo das pessoas. Essa conquista mostra a força da mobilização coletiva. Quando os trabalhadores se organizam e levam suas reivindicações às ruas e ao Parlamento, avançamos na garantia de direitos”, disse.

A defesa pela escala 5×2 inclui a manutenção dos salários, sem qualquer redução ou prejuízo para os trabalhadores. “Essa luta pela redução da jornada sem redução salarial faz parte de uma agenda histórica do movimento sindical: valorizar quem produz a riqueza do país e garantir que os ganhos do desenvolvimento também se traduzam em melhores condições de vida para os trabalhadores”, ressaltou.
A aprovação da proposta no Senado foi um passo importante nessa trajetória. “O presidente Lula assumiu pessoalmente essa luta e a nossa mobilização continua para assegurar que o avanço se transforme em direito efetivo, com respeito aos salários e às condições de trabalho e sem ameaças de propostas que possam prejudicar e até mesmo anular essa conquista”, alertou Marcolino.
Para o deputado, a reeleição do presidente Lula é fundamental para essa vitória ser mantida e beneficiar todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras.
